sábado, 13 de fevereiro de 2010

Missão humanitária...

Recomendo este blog:

http://www.einstein.br/blog-einstein-no-haiti/Paginas/einstein-no-haiti.aspx

Trata-se do dia a dia de uma equipe do Hospital Israelita Albert Einstein que está no Haiti para ajudar as vítimas dos terremotos. Muito bacana a iniciativa do Hospital e dos membros da equipe, estão de parabéns!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Dermatite seborreica em cães

Conhecida como seborréia canina, essa dermatopatia é caracterizada por uma série de transtornos na camada córnea da pele que alteram a produção de sebo e queratina. Ela é classificada como seca, oleosa ou mista, podendo ser primária ou secundária a alguma outra patologia, seja de pele ou não.
A seborréia primária é mais comum em determinadas raças predispostas, como por exemplo, Teckel, Beagle, Cocker Inglês, Retriever do Labrador etc.; o fator hereditário ainda é muito discutido nesses casos. Já a secundária, pode ter como causa outra dermatopatia (atopia, por exemplo), doenças hormonais (hipotireoidismo), dentre outras patologias metabólicas.

Os sinais clínicos mais evidentes são: excesso de oleosidade ou ressecamento da pele, descamação (caspa), pelame opaco, sem brilho e queda de pêlos acentuada; o prurido (coceira) pode estar presente ou não.

O diagnóstico é feito através do exame clínico detalhado, podendo ter o auxílio de uma biópsia de pele ou não; demais exames podem ser realizados procurando causas para um processo secundário. Cuidado, principalmente aos clínicos veterinários, pois essa dermatopatia pode se apresentar com lesões semelhantes a lesões clássicas de outras doenças de pele corriqueiras no dia a dia da clínica dermatológica.

O tratamento na doença primária é para controle, não existindo cura definitiva; já na secundária, os sintomas normalmente desaparecem quando controlada a causa base. Utilizamos medicações tópicas, orais e na forma de shampoos. Uma alimentação de qualidade é fundamental para manter a saúde da pelagem.

Aos proprietários de cães, tenham paciência, pois doenças de pele demoram muito tempo para se curarem e os tratamentos são bem trabalhosos. O importante é ter um Veterinário de confiança e não desistir no meio do caminho.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Quero desejar a todos um Feliz Natal e um ótimo 2010!

Abraços,

Daniel Lima

domingo, 13 de dezembro de 2009

Convulsão em cães

A convulsão é definida como uma atividade anormal do cérebro, desencadeada por um grupo de neurônios com descargas elétricas alteradas, que ainda nos traz muitas dúvidas, na medicina humana e veterinária, quanto à sua fisiologia e origem.
Em cães, as crises convulsivas ocorrem com certa frequência e podem ser primárias, que são chamadas de epilepsia, ou secundárias a diversas causas, como por ex., doenças renais, hepáticas, cardíacas, traumas cranianos, intoxicações, câncer etc.
Os sintomas normalmente se resumem à perda ou alteração de consciência, tremores musculares, mioclonia (contração muscular brusca, involuntária e de brevíssima duração, que pode ser restrita a um grupo de fibras musculares, envolver todo o músculo ou um grupo deles), micção e defecação.
Uma vez diagnosticada a convulsão, deve-se realizar exames de imagem e de sangue acompanhados por um Médico Veterinário para tentar descobrir a existência ou não de alguma causa pré-existente.
O tratamento se baseia na cura das causas pré-existentes ou, na ausência destas (epilepsia), com o uso de medicações anticonvulsivantes e de suporte.
Cabe lembrar que a epilepsia pode ter fator hereditário, portanto devemos afastar da reprodução animais com esse mal. Check up médico de rotina orientado por um Veterinário de confiança ajuda em se diagnosticar antecipadamente causas pré-existentes.

domingo, 8 de novembro de 2009

Muitos filhotes de uma só vez!!!

Boa tarde amigos,
Gostaria de compartilhar com vocês uma matéria bem bacana que saiu no uol esta semana:
Uma cadela pariu 21 filhotes e, segundo eles, o trabalho de parto total durou aproximadamente 20 horas. Coitada, é um 'sufoco' para a cadela que deve ter gastado muita energia...a fadiga após o parto é grande!
Uma curiosidade é que quanto mais vezes a cadela acasalar, maior pode ser o número de filhotes, ao contrário do que ocorre com o ser humano.
Em um parto desses e na amamentação de todos esses filhotes, a cadela pode perder muito cálcio e entrar em um quadro que chamamos de eclâmpsia, portanto o proprietário deve ficar atento a sintomas como tremores, fraqueza e ofegância, que quando estão presentes o animal deve logo ser levado ao Veterinário.
Recomendo sempre fazer o acompanhamento da gestação com um Veterinário, que poderá orientar quanto à necessidade de suplementação ou não de vitaminas e minerais, dentre outros cuidados.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Alerta...alguns cuidados em campanhas de vacinação!

Resolvi escrever este texto devido a um erro imperdoável que ocorreu com um paciente meu. Um Maltês adulto, de apenas 2 kg de peso e muito saudável, foi levado pela sua proprietária, no mês de agosto desse ano, à campanha de vacinação contra raiva da prefeitura da cidade de São Paulo; a pessoa que aplicou a vacina pediu para a dona do animal segurá-lo no colo e disse que seria na face interna da coxa (intra-muscular); bom, depois de alguns dias o cãozinho não apresentava força no membro e não conseguia flexioná-lo. Quando fui consultá-lo logo desconfiei de lesão em nervo ciático, que se localiza na região onde foi aplicada a vacina; foram feitos outros exames para descartar outras patologias, porém fechei o diagnóstico em lesão do ciático mesmo, ainda mais com todos esses sintomas e histórico clássicos - a lesão pode ter sido causada pela reação local da vacina ou pela própria agulha na hora da aplicação. Foi feito medicação de rotina para esse tipo de lesão e não obtivemos resposta; agora ele passará por sessões de acupuntura que provavelmente ajudarão bastante a reverter o quadro.
Gostaria de deixar claro que não sou contra as campanhas de vacinação da prefeitura, muito pelo contrário, reconheço a sua qualidade e os seus resultados extremamente positivos no controle da Raiva na nossa cidade. Porém deixo a minha crítica à prefeitura da cidade de São Paulo por alguns profissionais mal treinados ou de má índole que cometem esses erros - hoje em dia é sabido que as vacinas antirrábicas podem ser aplicadas por via subcutânea sem causar nenhuma reação que não seja esperada, como dor local e formação de 'nódulo inflamatório' que normalmente some sozinho; cabe lembrar que devem ser aplicadas somente por um profissional qualificado para tal conduta.
Injeções intra-musculares são comuns na rotina do Médico Veterinário de cães e gatos, porém devem sem feitas em locais certos e evitadas ou com muita cautela, nos animais de raças bem pequenas, que possuem áreas musculares pequenas, aumentando assim o risco de lesar um nervo que passa na região.
Para finalizar, proprietários, nunca deixem, em campanhas, as vacinas serem aplicadas no músculo, pois essa prática já 'caiu de moda' há tempos, inclusive nas próprias campanhas! Sinceramente, não entendo o porque desse erro imperdoável!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Leishmaniose canina - saiba um pouco mais...

A Leishmaniose canina é uma doença transmitida por um protozoário do gênero Leishmania através de um vetor (hospedeiro que carrega o agente de um animal para outro) conhecido como 'mosquito palha'. Esta doença é conhecida popularmente como Calazar e é uma zoonose, pois é transmissível do animal para o ser humano, e vice e versa. Falando de Brasil, vou citar alguns exemplos das localidades mais acometidas por essa doença: Belo Horizonte, Araçatuba e região, Bauru, Lins etc. Alguns casos isolados estão sendo encontrados em Sorocaba, São Roque, Cotia, Granja Viana e Ilhabela, e por isso que a preocupação entre proprietários, governo de saúde pública e Veterinários está crescendo na cidade de São Paulo.

Ela pode se manifestar de duas formas: cutânea e visceral; e quase sempre leva o animal a óbito.

O diagnóstico é firmado através de uma sorologia sanguínea.

O tratamento clínico pode resultar em sucesso, porém cabe lembrar que por lei é proibido tratar animais soropositivos para Leishmaniose, e sim eutanasiar esses animais e notificar o ministério da agricultura.

Portanto, a prevenção é o mais importante, e pode ser feita de duas formas:

- Vacinação, que a alguns meses está sendo comercializada para Veterinários na cidade de São Paulo, tendo desvantagens que são efeitos colaterais indesejáveis e custo alto.

- Scalibor, que é uma coleira de duração longa (aproximadamente 5 meses) que protege o cão contra Flebótomos, que são os mosquitos que fazem o papel de vetor da doença.

Cabe lembra que a vacinação só pode ser realizada por um Médico Veterinário e iniciada após o resultado negativo da sorologia - são 3 doses iniciais com intervalos de 21 dias, e depois 1 dose anual para o resto da vida do animal.